sexta-feira, 27 de abril de 2012



INTERNET DO FUTURO




A Internet é um grande sucesso. Desde sua origem, a Internet tem crescido e o
seu uso está cada vez mais diversificado. Estima-se que, em dezembro de 2008, a Internetjá havia passado a marca de um bilhão e meio de usuários. Esse crescimento também se reflete no Brasil, . No entanto, apesar de essa expansão
do uso da rede indicar aprovação e aceitação por parte dos usuários, algumas limitaçõescomeçam a surgir para atender novos requisitos como segurança, mobilidade e qualidadede serviço. Tais limitações se devem à “ossificação” do projeto inicial da Internet, que nãopermite grandes modificações no núcleo da rede. Os requisitos levantados para a Internetna década de 70 correspondiam a uma rede entre universidades onde os usuários eramconfiáveis e tinham conhecimentos técnicos sobre a rede. Hoje, a realidade é diferente,pois pessoas com todo tipo de formação e distribuídas por todo o globo têm acesso à rede.criando um ambiente totalmente distinto e cheio de conflitos [Clark et al., 2005]. Há diversas outras propostas na literatura relacionadas à Internet do Futuro. apenas um pequeno conjunto delas foi selecionado. O projeto inicial da Internet levou em conta um cenário no qual os usuários eram confiáveis e tal premissa deixou de ser verdadeira. Os aspectos de segurança devem ser levados em conta desde oinício do projeto da nova arquitetura para a Internet. No entanto, não são claros os re-quisitos básicos de uma “arquitetura segura” nem o modelo de atacante. Os modelosexistentes atualmente são limitados a ataques e condições específicas, sendo, portanto,insuficientes para a garantia de segurança para a Internet do Futuro. A questão da se-gurança é um assunto crucial para a Internet do Futuro. Portanto, a pesquisa na área
de segurança merece uma investigação mais detalhada, que foge ao escopo desse mi-nicurso. Assim, a descrição das propostas de segurança será deixada para um trabalhofuturo. Ao leitor que tenha interesse no assunto são indicados alguns trabalhos nas áreasde responsabilização [Andersen et al., 2008, Mirkovic e Reiher, 2008], negação de ser-viço [Yang et al., 2005, Handley e Greenhalgh, 2004, Karrer et al., 2008].

COPPE/Poli – Universidade Federal do Rio de Janeiro

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